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sábado, 31 de agosto de 2013

Plano B - Capítulo 1



POV. LUA

Não acredito que não fui a pedicure, que vergonha! Olha só, se eu tivesse fazendo isso com um cara de verdade teria feito o pé. E me depilado. Olhei para o outro pé. Droga, esse ta pior!!

Lua: Desculpa não ter feito o pé!
Dr.: O que? – disse tirando a cabeça do meio das minhas pernas ~sem maldade~ afinal eu estava ali, fazendo uma inseminação artificial, o que mudaria muito a minha vida.
Lua: Aaah, meus dedos. Desculpa-me!
Dr.: Eu não estou olhando para os seus dedos, e sim para o seu útero !
Lua: Certo, gostaria que estivesse olhando para meus dedos.
Dr.: Tudo bem. - disse se levantando
Lua: Acabou?
Dr.: Vamos levantar você por uns dez minutos e poderá ir embora.- falou apertando um aparelho que fez a maca em que eu estava deitada se inclinar para cima e colocando exatos 10 minutos para contar no despertador.
Lua: É a primeira vez que eu ouço o tic tac do relógio sem ficar ansiosa.
Dr.: Ótimo, então relaxe.
Lua: Não posso! Estou super ansiosa!
Dr.: Imagina, vai dar tudo certo! Eu acho que você e o.. CRL1014 vão fazer lindos bebês juntos.
Lua: Obrigado! –falei observando o doutor sair da sala

Levantei mais minhas pernas formando um L com as pernas um pouco dobradas e pensei. Ai meu Deus tomara que dê certo. A tanto tempo eu quero isso. Talvez não seja exatamente como imaginei. Achei que fosse ter mais apoio moral..

Flash  back:

Cris: Não, você não quer filhos!Pode acreditar!
Lua: É fácil falar, você tem quatro!
Cris: E é um horror! Eles arruinaram a minha vida.. - as crianças entram na cozinha gritando e brincando
Lua: Oi lindinhos!
Cris: Não! Saiam daqui! Você viu as minhas partes íntimas. Você viu ? Se quiser eu te mostro, só pra te provar que você não quer ter filhos! Eu vou te mostrar meus países baixos!
Lua: Eu não quero ver, eu quero ter um filho !
Cris: Você só ta cansada de ficar sozinha, ainda não conheceu o cara certo e..
Lua: Não tem nada haver com um cara.. Não é isso, eu namorei centenas de caras nos últimos 5 anos e nenhum deles chegou perto de ser o tal, não ta rolando nada pra mim !
Cris: É, mas não significa que não vai rolar .
Lua: Mas também não significa que vai rolar! –As crianças correm até a cozinha e pegam o frango em cima da mesa, carregando em cima da cabeça.
Cris: HEY, ESSE É O MEU FRANGO! OQUE ESTÃO FAZENDO? ESSE É O JANTAR DE VOCÊS E NÃO UM BRINQUEDO ENTENDERAM? Odeio eles.. Sente o cheiro de xixi?

Flash Back Off

Tive que resolver o resto sozinha examinei todas as possibilidades e cheguei a conclusão mais lógica ..

Flash Back On

Lua: Então.. Você doaria o seu esperma?-Ele cospe a bebida
Chay: O que? Não não, eu não posso ser o pai ! Você ficou maluca? Do que você ta falando? Não, eu to no auge da minha vida sexual, beleza? Eu ainda pretendo levar muita mulher pra cama antes de fazer uma coisa idiota como essa que é ter um filho.
Lua: Chay, você é meu amigo, preciso que me ajude! Não precisamos transar, você não precisa se envolver, é só.. me dar o seu esperma!
Chay ri: Ta bom, ta bom .. Você ta se sentindo solitária não é? Talvez, morta ai em baixo eu entendo, entendo! Já faz um tempão desde que você é.. você sabe !
Lua: É MELHOR FICAR QUIETO! Ta, esquece .. Esquece tudo !
Chay: Por que ? – riu

Flash Back Off

Bom, foi um fiasco.. Então, agarrei a vida pelos chifres e fiz o que tinha que fazer! É..Vai dar certo! Eu tenho um plano.

TRIIN! - O despertador tocou!

Depois de trocar de roupa, a enfermeira me liberou e pude ir embora. Ainda estava um pouco incomodada por ter acabado de fazer uma inseminação, por isso estava andando de uma maneira estranha.. No caminho para a saída encontrei com o Dr. .

Dr. ri: Hey, você não precisa andar assim !
Lua: Ah, ta bom ! – ri
Dr.: A propósito, eu conheço um grupo de apoio ótimo para mães solteiras .
Lua: Maravilha! A gente devia se abraçar, talvez tenhamos feitos um filho juntos ! –rimos e ele me abraçou de lado dando dois tapinhas nas minhas costas.
Dr.: Boa sorte.
Lua: Valeu! Tchau .

Estava tão feliz que no caminho encontrei mulheres grávidas e as cumprimentei, elas cumprimentaram de volta estranhando eu falar com elas. Saí do consultório e o tempo estava chuvoso mas estava lindo, bom eu acho .. Ou eu estava reluzente de mais e nem percebi! Na minha frente passou uma idosa com um carrinho de bebê.

Lua: Oooooi !
Idosa: NÃO CHEGA PERTO! – E saiu correndo, eu hein! Esses velhinhos de hoje em dia!

Fui até a rua, fiz sinal e gritei:

Lua: TAAAXI !!! – Uns 3 táxis vieram em minha direção, quando o primeiro parou abri a porta e os outros 2 foram embora. Quando eu entrei percebi que outra pessoa entrou pelo outro lado também.
Lua:Ai, aleluia! Hey, perai.. Esse táxi é meu ! – disse para o lindo homem que entrou ao meu lado, para não dizerem que estou o secando vou descrever rápido: Moreno, cabelos e olhos castanhos, aparentemente musculoso e lindo!
Xxx: Você é dona dele ? – disse o rapaz.
Lua: Não, mas eu vou usá-lo!
Xxx: Se vê alguém chamando um táxi e o táxi para, não pode entrar nele e dizer que ele é seu!
Lua: Eu não vi você!
Xxx: Eu vi você me ver!
Lua: Senhor, senhor por gentileza, que viu o senhor primeiro? - disse ao motorista que deu de ombros e pegou um jornal, cujo a capa era capa era : Não me pergunte!
Xxx: Talvez você não seja daqui, mas existe um código sabe, tem certas regras que a gente tenta seguir!
Lua: Ta, ta bom eu saio, e olha aqui. Não é porque você ta certo, é porque eu estou em um astral ótimo e você está estragando ! - disse já abrindo a porta. 
Xxx: Aaah não, eu saio ! - disse saindo do táxi no mesmo momento que eu. 
Lua: E agora ? 
Xxx: Eu sei lá ! Me diz você ! EEEI EI - gritou para o táxista que foi embora. 
Lua: Eu  não acredito, volta aqui! VOLTAA ! Isso foi burrice, por que resolveu sair? Seu boboca !
Xxx: Você disse que estava em um astral ótimo e eu estava estragando, eu me senti culpado e perai, você me chamou de que? De boboca ?

Nem escutei o resto saí andando na direção da estação de metrô, afinal eu ainda tinha que trabalhar!
Já dentro do metrô, estava distraída olhando a paisagem passando rápida pela janela, quando ouço aquela voz rouca de novo no meu ouvido!

Xxx: E aí, como está seu astral agora?
Lua: Por favor para de falar comigo..

Parece que funcionou ele não falou comigo o caminho inteiro, quando chegou na minha estação, saí sem olhar para traz. E quando já estava na rua, olho para o lado e quem eu vejo me seguindo? Isso mesmo, o boboca !

Xxx: Por que que você está de bom humor ?
Lua: Aaah, - suspirei - Não que seja da sua conta, mas coisas boas estão acontecendo para mim!
Xxx: Que maneiro, tomara que continue assim. - sorriu, e pude perceber o quanto era bonito sorrindo. Sorri de volta.
Lua: Obrigado, bom.. Seja feliz, e tente não roubar mais táxis!  
Xxx: Bom, você também ! - Virei e quando estava indo escutei. - Espera, - se abaixou e pegou algo no chão. - Tem uma moeda no chão. - me mostrou. - Por que não pega? Dá sorte ! - Voltei, peguei a moeda na mão dele que estava com a coroa virada para cima, e desvirei.
Lua: Só se for cara, uma outra pessoa pode ter boa sorte agora! Tchau! 
Xxx: Tchau.

Fui embora com um aperto no peito, só de pensar que nunca mais vou ver aquele lindo homem na minha vida..

Querem mais um? Comentem! Se houver vários pedidos eu posto mais 2 capítulos! 
A quem falou que acompanha a web em outro blog por favor coloquem o link do blog que vocês acompanham na C-box! 

Plano B - Sinopse

       
                 -- PLANO B --

Nome: Plano B
Gênero: Romance, humor.
Abreviação: PB
Status: Em breve
Escrita por: Maria Eduarda (me *-*)Não copie antes de me pedir.
Sinopse :
Com 26 anos, Lua cansou de esperar pelo homem ideal e decidiu fazer uma inseminação artificial. Ela só não contava que seu caminho cruzasse com o de Arthur, o namorado perfeito para ela. Com um bebê a caminho, e um novo relacionamento, os próximos nove meses serão os mais conturbados e hilariantes da vida desse casal.






Lua Blanco: 26 anos, nova-iorquina  é dona de um petshop, formada em arquitetura, solteira, dona de cabelos loiros cacheados e de um corpo bem bonito, é divertida, leve, apaixonante, é uma mulher independente e que não confia nas pessoas, e feliz na sua profissão, mora sozinha com seu cachorro Freddie.







Arthur Aguiar: 28 anos, solteiro, um cara convencido, lindo, sensível e divertido. Não terminou os estudos porque conheceu uma Sueca, se apaixonou e se casou. Só oque ele não esperava que iria sofrer uma grande desilusão amorosa e perder tudo. Teve que voltar a morar com os pais e pagar as dívidas que haviam sobrado.




Personagens secundários:



Cristina(Cris):30 anos, amiga da Lua, tem 4 filhos e odeia isso.










Melanie(Mel): 24 anos, amiga da Lua, trabalha no petshop e as vezes fica com Chay.










RoobertChay(Chay): 25 anos, amigo da Lua, trabalha no petshop e as vezes sente ciúmes de Lua.







Diego: 27 anos, trabalha para Arthur na feira.











Micael: 27 anos, amigo de Arthur, casado com Sophia e tem um filho com ela, Miguel.







Sophia: Amiga de Arthur, casada com Micael , mãe de Miguel.










Miguel: 2 anos, filho de Sophia e Micael.











Comentem viu? Um beijo <3 
Posto o capítulo 1 ainda hoje! 

Hi peoples :D



Oi, gente! Tudo bem?

Sou nova na equipe! Meu nome é Maria Eduarda, mas Duda tá ótimo ^.^ 
Queria primeiro agradecer a Vic por ter me colocado como ADM do blog! Eu já sou leitora a um bom tempo, amo todas as webs do blog!
O próximo post vai ser a sinopse da minha web, o nome é Plano B, é aquele filme com a Jennifer Lopez? O começo vai ser idêntico ao filme, mas vai ter várias surpresas ao decorrer da web.. E vocês vão me ajudar a ter ideias! 
Um beijo grande <3 Espero que gostem de não me achem chata! haha

Cap 2-1 "A Princesa Roubada" + Aviso

Capítulo II.

A casa dele.
Quem tinha construído a casa gostava de luz, Lua pensou; a frente da casa era quase toda formada por janelas. Enquanto eles a circundavam, rumo aos estábulos, ela viu uma janela enorme subindo de uma baia octogonal quase até a altura inteira da parede. Não havia dúvidas de que ela seria inundada por raios de sol durante o dia.
Porém, ela era escura e quieta, com exceção de uma única lanterna que tinha sido deixada queimando na parte de trás. Pelo chuvisco glacial, o vislumbre dourado parecia receptivo e dando boas-vindas, mas eles passaram diretamente do arco para os estábulos.
Dentro dela havia apreensão e vazio. Ele os tinha trazido para a casa dele. Por quê? Todos os tipos de possibilidades protestaram em seu cérebro. Ela não conseguia pensar de maneira clara.
Era tão difícil decidir em quem ela poderia confiar ou não. Sabendo que a vida de seu filho dependia dos julgamentos e escolhas que ela fazia. Os julgamentos dela sobre homens até agora tinham sido uma desgraça.
Quando eles entraram, Arthur Aguiar parou o cavalo. “Nicky, dê-me sua mão e eu te descerei”.
Nicky desmontou e voou para longe do cavalo o mais depressa que pôde, tropeçando com a pressa.
“Ele não vai te machucar, prometo”. Ele se virou para Lua. “Vou desmontar primeiro e então te ajudar—”
Ela saltou, e como o filho, se atirou para uma distância segura. Thur começou a soltar o arreio do cavalo.
“Você mesmo vai fazer isto?”, ela exclamou.
“Não há nenhuma outra pessoa para fazer isto no momento. Barrow, meu cavalariço, está passando alguns dias em Poole com a Sra. Barrow. Não vou demorar”.
“Eu farei isto, Sr. Thur”, uma voz disse por detrás. Ele girou. Um homem de meia-idade foi apressado na direção deles, ele usava um camisão de dormir, calças curtas e botas com cadarços soltos. O cabelo escasso estava coberto por um gorro de flanela vermelho.
“Barrow! Eu pensei que você ficaria em Poole até o fim da semana”.
Barrow agitou a cabeça. “Mudei de ideia depois de alguns dias. São anáguas demais para mim! Um homem não pode respirar. Quatro mulheres em um chalé pequeno, e três delas viúvas!”, ele deu a Thur um olhar apavorado enquanto tomava as rédeas de suas mãos. “Não me olhe assim, Sr. Thur. Até que experimente, não saberá como é. Minha Bess é uma boa mulher, mas o rebuliço que a mãe e as irmãs dela fazem!”, ele estremeceu. “E cada maldito pedaço de mobília, toda cadeira, toda mesa, até o aparador, são cobertos com coisinhas de… crochê!”.
Ele agitou a cabeça. “Não, nós fizemos o que fomos fazer, botamos a conversa em dia com a mãe e as irmãs dela e contratamos alguns rapazes apropriados para o estábulo”. Ele acrescentou com um sorriso sinistro, “devo te advertir, Sr. Thur, que a Sra. B. tem planos de ajudar na casa, também, agora que você está em casa. Eu voltarei lá dentro de alguns dias para buscar todos eles. Vou precisar de uma carroça para ir. Você deveria estar lá para mantê-la sob controle”.
Ele olhou de relance para cima, para Lua, e piscou. “Não é qualquer homem que consegue manter a minha Bessie sob controle, mas o Sr. Thur—”
“Sr. Thur não sonharia nem de longe em tentar qualquer coisa”, Thur o interrompeu. “Eu tenho extremo respeito por ela”.
Barrow riu. “Extremo respeito pela comida dela, você quer dizer. E quem nós temos aqui? Convidados, é? Que noite terrível para ser recebido”. Ele sorriu para a dupla molhada.
“Sim, esta senhora e o filho dela, Nicky”, Thur disse a ele.
“A Sra. B. ficará contente”. Ele olhou para Nicky, e então—incrivelmente—piscou para Lua. “Tome cuidado com o menino, senhorita. Minha senhora adora por as mãos em meninos”.
Lua pôs o braço protetoramente ao redor de Nicky. Ela não iria deixar uma mulher estranha qualquer colocar as mãos em Nicky e nunca tinham piscado para ela, muito mesmo um cavalariço!
Rupert teria feito o homem ser açoitado.
Ela estava muito contente por Rupert não estar aqui. Ela ficava doente quando via pessoas serem açoitadas.
 O Sr. Barrow continuou, “eu cuidarei de Trojan, Sr. Thur, enquanto você leva os dois para o calor. Ela parece muito exausta, pobre pequena moça”.
A pobre pequena moça fechou a boca. Ela estava muito exausta. E isso estava tendo um efeito ruim sobre o temperamento dela. Ela estava a ponto de dar um tapa no nariz de um gentil idoso, apenas por ele ser familiar demais. Ela costumava ser cortês e até suave. Ela seria cortês e mesmo suave novamente, ela decidiu, assim que descobrisse quais pessoas eram essas e onde eles a tinham levado junto com o filho. E isso assim que ela parasse de estremecer.
Se ela estava se comportando como um musaranho, bem, é porque tinha havido uma provocação. Várias provocações. Ser jogada no mar gelado, ser atormentada, ser sequestrada, então ser forçada a montar um cavalo, coisas que não eram condizentes com sua graciosidade. Assim como seu medo constante.
“Sim, ela está exausta”, a sua atual provocação concordou. “Ela teve sérios problemas, temo. Molhada, fria, com a bagagem perdida, e ela se feriu durante a situação”.
“Eu não me machuquei!”, ela disse indignada. “Seu cavalo me chutou!”.
“O quê? Trojan? Nunca!”, o Sr. Barrow exclamou assombrado. “Ele é tão gentil quanto um filhotinho de cachorro, não é, minha beleza?”, ele sussurrou para o cavalo.
“Para ser justo com o cavalo, você se lançou sob os cascos dele”, Sr. Thur disse.
“Oh, sim, certamente vamos ser juntos com o cavalo!”, ela explicou para Barrow, “ele saltou com esta criatura horrível sobre a cabeça do meu filho. E eu desaprovei”.
“O Sr. Thur? Saltou com o cavalo sobre uma criança?”, Barrow exclamou com horror. “Eu não acredito nisto”.
Sr. Thur não disse nada. Um pequeno sorriso pairou ao redor de seus lábios e seus olhos descansaram sobre Lua com uma apreciação preguiçosa.
Lua puxou o cabelo para trás e evitou o olhar dele. O laço tinha sido desfeito e seu cabelo estava bagunçado em todos os lugares e formando mechas úmidas. Ela sabia que parecia uma assombração.
“Sr. Thur…você está sorrindo!”, o cavalariço exclamou como se isso fosse algo surpreendente.
O estômago de Lua escolheu esse momento para roncar ruidosamente. Ela tossiu para cobrir o som terrível.
O sorriso de Barrow se alargou. “Leve sua jovem senhora para dentro e alimente-a. Como você disse que era seu nome, senhorita?”.
“Prin—” Lua parou a tempo. “Pr—Prinny”, ela disse, sentindo seu rubor aprofundar e desejando que eles não notassem nada de errado. A fadiga a tinha feito se esquecer por um momento de quem era—ou melhor, quem fingia ser.
“Eu sou a Sra. Prinny, e esse é meu filho, Nicholas”.
Ela olhou de relance para Nicky, que tinha se agachado para afagar o cachorro. Em sua introdução ele se ergueu e fez uma reverência formal. Lua mordeu o lábio. Ela não devia ensinar ao filho a mentir e fingir com tal facilidade, mas ela não tinha escolha. Eles já tinham usado vários nomes diferentes durante a jornada. Essa foi a primeira vez que ela tinha deslizado e quase dito Princesa. Estava tão cansada.
E aquele homem a tinha distraído. Ela arremessou um olhar para o Sr. Thur para ver se ele tinha notado a pausa dela e o encontrou observando Nicky com uma leve franzida de cenho. Talvez ele não gostasse do filho dela acariciando o cachorro dele.
“Nicky”, ela disse tranquilamente e gesticulou para que ele deixasse o cachorro. Nicky se moveu para o lado. A puxada de perna dele estava pior do que o habitual; a subida do precipício além da longa jornada que tinham passado o tinha cansado demais.
“Como é a sua situação, madame”, Barrow disse. “Então, é uma viúva, não é?”.
Ela piscou. O hábito das pessoas comuns de fazerem perguntas diretas e pessoais ainda a chocava um pouco. Não era cortês fazer uma pergunta tão íntima a um estranho. Mas ela tinha a resposta pronta, de cor—ela tinha aprendido através de uma dura experiência a resposta que servia melhor para ela e Nicky.
“Não, claro que não. Meu marido está atrasado na estrada e está pouco atrás de nós”. Muito tarde ela percebeu que deveria ter dito que ele estava atrasado no mar. Ou algo próximo. Ela arremessou outro olhar para o Sr. Aguiar. Ele sabia que ela tinha vindo do mar. Ela mordeu o lábio e tentou parecer indiferente.
Ele olhou para ela abaixo, com um olhar estranho no rosto. “Eu acho, Sra. Prinny, que a senhora está quase no fim da linha”, ele disse suavemente. “Assim como seu filho. Vamos, vou levar os dois para o calor”.
Nicky deu dois passos cansados e, sem vacilar, o Sr. Aguiar o ergueu e carregou para fora do estábulo.
Ela o seguiu. “O que pensa que está fazendo?”.
“Ele está machucado. Você não viu que ele estava mancando? E muito, até”. Para Nicky ele disse, “não se preocupe, rapaz, veremos o que há com os seus pés”.
“Mas—” ela começou, e então parou. Nicky não fez nenhuma tentativa de resistir, o que não era muito comum. Ele devia estar realmente exausto.
“Prinny”, Arthur Aguiar disse enquanto eles cruzavam o pátio. “Nome interessante. Você é uma Quaker, não é?”.
“Não”.
Ele levou Nicky para uma ampla e aberta cozinha rural. Era um cômodo confortável, com panelas de cobre cintilando sob a luz da lamparina com cheiro de comida e ervas. Uma mesa de madeira enorme e limpa ficava no centro, com uma dúzia de cadeiras de espaldar alto cercando-a.
Uma mulher alta, rechonchuda e de meia-idade estava de pé à espera deles, um vestido sobre a camisola, um manto amarrado ao redor dos ombros e um avental acima de tudo isso. Sra. Barrow, Lua presumiu.
“’Tá uma noite terrível!”, ela disse. “Coloque o rapaz pequenino e a senhora perto do fogo, Sr. Thur. Há água quente no fogão. Vou arrumar uma cama no quarto azul”.
Apesar do tamanho do cômodo e do chão de pedra, era morno do lado de dentro. O fogo alto na cozinha de ferro fundido ardia através da grelha.
“Aqui está”. Ele colocou Nicky de pé em um tapete de trapos trançados na frente do fogão da cozinha. “Sente-se, vocês dois, e se aqueçam”.
“Obrigada”. Ela se sentou agradecida, banhando-se com o calor, enquanto Nicky afundava sobre o tapete. O tamanho, a limpeza, e jeito familiar do cômodo eram reconfortantes. Muitas pessoas tinham mentido para ela por ela confiar em estranhos tão facilmente, mas uma cozinha bem limpa era… diferente.
Os vilãos podiam ser limpos e familiares, também, ela se lembrou. Provavelmente. Ela poderia estar exausta—não conseguia se lembrar de quando tinha passado uma boa noite de sono—mas precisava ficar em guarda. Sua jornada estava longe de terminar.
Sr. Aguiar tirara seu sobretudo molhado e tinha pendurado em um prego atrás da porta. Ele removeu o casaco e o colete úmidos e os tinha pendurado atrás de uma cadeira. Ele dobrou as mangas da camisa, abriu a porta do fogão, e mexeu nos carvões que ardiam.
Ela olhou fixamente para os antebraços nus e bronzeados dele e para suas mãos grandes e fortes enquanto ele, metodicamente, alimentava o fogo com pequenos pedaços de madeira e então pedaços maiores. Ele assoprou algumas vezes com um fole e as chamas aumentaram, dourando seu perfil, destacando o nariz corajoso e os ângulos e sombras firmes de seu rosto.
Ela olhou para a coluna forte da garganta do Sr. Aguiar e para linha firme de sua mandíbula. A camisa estava aberta no pescoço. As chamas saltavam e crepitavam. Seu rosto estava iluminado pelo fogo. Ela não devia ficá-lo observando, mas tinha que manter os olhos abertos para não adormecer, e ele estava lá, bem em frente dela.
Ele não era um homem bonito, não era lindo como os jovens que Lua tinha admirado quando era uma menina, e ainda assim ele era… bonito, de uma maneira estranha. Firme e forte com uma aparência implacável. Um braço perfeito, um guerreiro esculpido, reduzido ao essencial. Formidável.
Ele tinha passado violentamente com um cavalo sobre ela, ignorado os desejos dela completamente, e ainda assim, fisicamente, ele a tinha tratado, junto com o filho, com uma gentileza assombrosa. Ela tinha se sentido querida, protegida…
Ele se endireitou, e ela não conseguiu evitar continuar olhando para ele. Ele usava botas altas e calças de buckskin, que estavam úmidos e agarrados contra o corpo longo, firme e masculino dele. As pernas eram longas, esbeltas e com músculos firmes. Ele tinha dito a ela que tinha coxas fortes, ela recordou. E elas pareciam… fortes.
As coxas de Rupert tinham sido fortes também. Ela supôs que todas as coxas de cavaleiros eram, mas as de Rupert tinham sido, de alguma maneira… mais carnosas.
Ele terminou de remexer no fogo e se virou para Nicky. “Agora, vamos dar uma olhada na perna”.
Nicky deu um pulo para trás, envergonhado. “Está tudo bem”, ele murmurou.
“Não fique assustado. Eu não vou te machucar, mas você estava mancando bastante e não é bom negligenciar uma ferida, quem diz é um velho soldado”.
Nicky desviou o olhar. “Não é nada”.
“A perna de Nicky foi ferida durante o nascimento”, Lua disse firme. “É mais notável quando ele está cansado, isto é tudo”. Todas as vezes Nicky tinha que explicar e ela sentia como se estivesse levando uma facada no peito. Era por culpa dela, ela sabia, que o filho tinha que aguentar este fardo. Ela se preparou para o que viria a seguir—o embaraço, as palavras reconfortantes e cordiais ou as perguntas.
Sr. Aguiar a surpreendeu. “Então está bem”, ele disse de um jeito sincero para Nicky. “Eu estava preocupado achando que tinha te machucado, assim como também a sua mãe. Nesse caso, que tal você me buscar algumas toalhas limpas do armário, Nick—é logo ali—e irei buscar um pouco de água quente”.
Nicky saiu apressado. Lua deu a Arthur Aguiar um olhar mudo de gratidão. Pouquíssimos homens que ela conhecia tinham feito um menino incapacitado parecer útil.
Ele colocou um pedaço de papel em uma lata pequena no mantel, queimou-o, e então o utilizou para iluminar a lanterna que estava pendurada acima de sua cabeça. Ele teve que se esticar para fazer isto e ela não pôde evitar observar o modo como a camisa dele tinha ficado apertada contra o peito forte e poderoso dele. Não parecia haver mesmo nenhuma suavidade no homem.
A bochecha dela tinha descansado contra aquele peito. Ela sentiu o coração bater forte.
Ele tinha tratado o filho com tal sensibilidade, respeitando a dignidade do menino dela. E ele tinha trazido ambos para dentro, para longe do frio.


A luz suave e dourada da lamparina iluminou a cozinha, e quando ela olhou de relance para cima, os olhos se encontraram.

Continua...

Meninas, me desculpem, olha, postei mesmo não podendo, estou com a sinusite, até ai tudo bem, mais eu Vic Lerda, escorreguei no corredor de casa, desloquei o pulso e to com uma perna inchada sem poder colocar peso nela, mais vi que as outras meninas abandonaram aqui, sendo que eu tinha colocado elas justamente pra me ajudar quando acontecesse isso, mais ja resolvi isso, a Dany estava em semanas de Provas e acho que ela ja vai voltar a postar, a Bia ta com a bacia fraturada ou alguma coisa desse genero auhsuah a vá faz tempo que não posta, nem me lembro a ultima vez, mais ja estou vendo isso, e a Mim esta postando aos poucos....Boom, eu vou fazer de tudo pra digitar tudo e postar Segunda, não gosto de Blog parado u.u kkkkk espero que me entendam...Bom, comentem muito!

Aviso!

Por Favor. Raquel Frota. Maria Eduarda. Entrar em contato comigo por E-mail. 


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

oie!

Bom, aqui é a Viic. Desculpem por não estar postando, eu estou muito doente, a base de remédios. Desculpem mesmo, assim que der, eu posto para vocês. Beijos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Abrindo vagas!

Estou abrindo novas vagas, mais agora vou forçar um pouquinho mais as perguntas.

Copiem abaixo e me mandem por Email respondido! Email: Luarthurs2@hotmail.com

Nome:
Apelido:
Ja participou de algum blog?Se sim poderia mandar o link para vermos seu trabalho?
Pelo menos 4 dias livres para postar?
Ja escreveu alguma fanfic?
Tem Facebook?Twitter?Se sim, pelo menos um dos dois, me passe o link!

 Quero meninas(os) que tenham disponibilidade, claro que tem caso de ficar doente ou semanas de provas ai tudo bem. Não quero meninas que apenas adaptem histórias, quero criatividade, uma vez ou outra tudo bem, mais quero também histórias feitas e imaginadas POR VOCÊS! Se eu ver algum tipo de plágio esteja ciente que para o futuro do blog vou ter que retira-la. Aceita essa responsabilidade de cuidar de um blog que vai passar a ser não só meu como seu também?

Escrevam uma mini-Fic para mim!
- Sem erros de português
- Tem que fazer sentido.
- Mesmo sendo pequeno tem que ter começo, meio e Fim!
- Dê o melhor de si!
Tema: Livre para usar a imaginação!

...

 Bom pessoal é isso, espero que participem!
Mandar o email até dia 23/08



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Cap 46 "Positivo"

Capitulo 46

(...)

Povs Lua

Acordei com o sol batendo no meu rosto, abri os olhos e e me enrolei no edredon indo echar a cortina, assim voltei pra cama, mais notei que Arthur ja não estava lá, e eu estava morrendo de vergonha dele...então...

FlashBack

 Ele se sentou para mim ficar mais confortavel, desceu os beijos para meu pescoço novamente e foi abaixando as alças da minha camisola, ele com muito cuidado me despiu. Ele me deitou e ficou por cima, beijando meus 
ombros, braços, e barriga, ele tirou sua cueca e novamente voltou pra minha boca e me beijou, enquanto me completava.

FlashBack Off

Peguei uma roupa e me vesti, quando vi um bilhete o guarda roupa.

'Acordei cedo e resolvi deixar você dormir, quando acordar se troca e vem tomar café. Espero que nada mude, por favor.'

 Ja estava esperando isso dele, aliais, foi algo inusitado, claro que os dois queriam, porem é coisa de momento.

(...)

- Para mãe... - Arthur reclamava de Katia que colocava bolacha na boca do filho - Não estou com fome.

- Ressaca. Tem que comer. - Katia falou. - Lua te levou pendendo pro quarto.

- Ok, você ja falou isso quantas vezes? - Ele revirou os olhos.

(Olharam para o gramado, tomavam café do lado de fora, estava tocando musica baixinho e seus avós e primos dançavam em pares, a musica era lenta...)

- Estou preocupada, tem certeza que ela estava bem? Ela esta demorando...

- Mãe... Por favor... - Viu Lua aparecendo - Graças a Deus. - Ele agradeceu e a Mãe dele riu.

- Bom Dia querida! - Katia guiou Lua até a cadeira. - Fique a vontade. - Katia começou a tagarelar. Arthur deitou a cabeça na mesa...

- Eu vi...

- Mais então, depois da epoca de festa vamos ir no shopping comprar mais roupinhas, ja montaram o quarto? Precisam mo...

- Mãe... - Arthur resmungou abafado por causa da mesa.

- Menino levanta a cabeça. - deu um tapa na cabeça dele.

- Ai... - resmungou - to com dor.

- Não mandei beber, deixe de ser molenga...Meu Deus...

- Tia, vamos? - Um primo de Arthur a tirou pra dançar. Arthur resmungou.

- Você qu... - Relou no ombro dele e ele remungou. - Ta queimado também? - Ele virou o rosto e assentiu. - Que um comprimido.

- Pensei que nunca me ofereceriam. - Ele disse e ela riu se levantando e indo buscar, ela pegou na bolsa dela e quando desceu viu Arthur jogado no sofá.

- Vai pra cama Thur. Vê se melhora. - Ela da o comprimido pra ele.

- Ok! - Ele tomou e subiu, Lua foi terminar seu café.

(...)

- E ele te deixou sozinha. - Vitor primo de Arthur apareceu.

- Ele não esta bem.

- Me da a honra? - Esticou a mão e a puxou para dançar também...

(...)

Povs Arthur

Levantei da cama pra fechar a cortina e vi lua dançando com vitor, otimo, agora ela vai achar que eu não quero ficar perto dela...Até tentei descer mais a dor ta forte. Deitei e fiquei por la mesmo.

(...)

Povs Lua

Estava ja tarde, e nada de o Arthur descer, estava ficando preocupada.

- Quer biscoito? - Uma prima de Arthur perguntou. Estavam na sala.

- Não obrigado. - Lua sorriu.

(...)

Povs Arthur

 Acordei mais fiquei com preguiça de descer, fiquei deitado, ouvi crianças rindo, e o som se aproximava. Ouvi a porta abrir e olhei, vendo lua e as duas menininhas entrando...

- O que foi? - Arthur perguntou.

- vou pegar meu creme pra mãe da melissa. - Disse abrindo a bolsa.

- Tio Arthur vai vir tomar café? - Melissa sentou na cama.

- Vou.

- Sabia que a tia Kath teve uma barriga que nem da luh?

- Sabia.

- Também vai nascer um bebê de lá?

- Vai.

- Menina?

- Menino.

- Vai chamar como? - Lua riu da menina curiosa.

- Sabe que nem eu sei? - Olhou Lua.

- É surpresa - Ela disse e deu o creme pra menina, que saiu com a menor. - A pequena é muda.

- Vergonhosa. Quando ta com todos fala que é uma beleza! - Arthur disse levantando. - Vou tomar um banho.

- Depois desce pra tomar café.

- Tudo bem. - Ele a abraçou e deu um beijo em seu rosto, seguindo pro banheiro. Quando ele fechou a porta e lua ouviu o barulho do chuveiro ela sentou na cama.

- Aiai. - Falou e pegou o celular sorrindo... - Cida?

Continua...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cap 12 "Ensina-me A Amar"

Capitulo 12 ULTIMO CAPITULO

Narrado Por Lua


 Estava em meu novo trabalho, era decoradora, fazia 2 meses de tudo, sophia e mel foram viajar com seus namorados e eu estava pronta para fazer uma visita, cheguei no portão da mansão, quando abriu, vi um grande escampado, e longe a mansão, andei com meu carro até o estacionamento e adentrei o local!


- Olá, sou Fabiana! - Uma mulher simpatica me atendeu, a reconhecia de algum lugar, mais não me lembro de onde.

- Lua Blanco. - Nos comprimentamos.
- Vou te levar até a cozinha.

 Ela me levou e eu olhei o lugar enorme. Comecei a fazer minhas anotações.


- O meu sogro não quer muita coisa, ele é chato sabe, só quer que mude o estilo pois ele ja cansou de ver o mesmo enfeite!

- Tudo bem! - Um menininho apareceu!
- Mamãe, quero ir jogar golfe.
- Pede pro seu pai.
- Ta ocupado, na verdade aquele chato ta sempre ocupado! - Fez um bico fofo.
- Seu tio?
- Outro chato. Pedi pra ele me levar passear de moto e ele disse que eu era muito "Pirralho" pra isso.
- Querido agora estou conversando com a moça!
- Mamãe...
- Me da liceça um minuto! - Ela saiu com o filho, fiquei anotando o resto das coisas, derrubei minha caneta e agachei pegar.
- Por favor, o leve jogar. - Ouvi a voz de Fabiana na cozinha.
- Fabi, pede pro pai dele. - Ouvi aquela voz e congelei.
- Seu irmão ta com seu pai, e você sabe que quando aqueles dois estao juntos...
- Eu tava dormindo.
- Arthur, pelo amor de deus, você faz merda nenhuma, céus, volte pra onde você estava. - Ela estava falando de mim, ele riu.
- Infelizmente não posso fazer tal ato, se pudesse não estaria aqui!
- Pelo seu sobrinho.
- Caramba chama logo aquele pirralho. - Bufou.
- Ser..... - Ia gritar - Espera, cade a decoradora?
- Sei lá. - Bati a perna na cadeira, estava atras do balcão.
- Esta ai? - Fabiana perguntou!
- É...estou anotando umas medidas; - Disse tentando mudar o tom de voz.
- Ah sim!Mais levante do chão querida.
- Não...esta bom... - Disse respirando fundo.
- Lua... 
- Lua? - Ouvi arthur perguntar!
- Sim, Lua - Fabiana disse. - O que foi?
- Nome estranho!
- Arthur... - O repreendeu!
- Nada contra...só que...só conheci uma Lua na minha vida, e pensei que só existisse ela. - Ai meu deus...aguenta Blanco!
- Vai logo levar o menino.
- Ok! - Agora que me lembrei, ela era aquela mulher que estava com Arthur no centro naquele dia...Quando vi que ele saiu me levantei, puro engano, os passos era do garotinho que entrou, arthur continuava ali.
- Ah você conseguiu? - A mulher me perguntou, mais eu estava paralisada.
- Lua? - Arthur me olhava.
- Senhora eu...preciso ir embora, mais ja fiz as anotações, entro em contato assim que eu puder. - Disse saindo, ela estranhou, meio que corri dali.
- Ei Lua. - Ouvi a voz dele atras de mim, mais eu apenas corri, mais senti ele me segurar e me virar para si. Estavamos no estacionamento.
- Me deixa ir. - Eu ja estava em lagrimas.
- Eu só quero...
- VOCÊ QUER NADA. ME DEIXA IR... - Ele me olhava estranho, ele parecia um pouco assustado.
- Eu... - ele não conseguia falar. - Eu não consigo.
- NÃO CONSEGUE?MAIS CONSEGUIU, A MESES, DESAPARECER, ME DEIXAR, FIQUEI EM PRANTOS, PASSEI MESES EM UMA CAMA, EU ESTAVA PRATICAMENTE MORTA, VOCÊ ACABOU COMIGO, ACABOU COM MINHA VIDA, E SIMPLISMENTE SUMIU DEPOIS, AGORA CHEGO AQUI, NESSA MANSÃO E OLHA QUE LEGAL, ARTHUR AGUIAR É UM MILIONARIO MISERAVEL, QUE MENTIU DURANTE TODO O TEMPO, ACHANDO QUE ISSO O POUPA...
- FICA QUIETA. - O vi engolir o seco e pela primeira vez na vida vi uma lagrima sair de seus olhos! - SE EU FIZ AQUILO FOI POR QUE NÃO GOSTO DISSO TUDO, SE EU SUMI FOI POR QUE EU ACHEI QUE ERA O MELHOR PARA VOCÊ, ME DESCULPA SE ISSO SÓ TE FEZ FICAR MAU, EU ME ARREPENDO DE TUDO, EU FUI UM IDIOTA, ME DESCULPA POR TE FAZER SOFRER, POR UM DIA TER RELADO A MÃO EM VOCÊ, ME DESCULPA POR ENTRAR NA SUA VIDA, EU NÃO SEI COMO EU... PUDE FAZER ISSO. SÓ QUERO QUE SAIBA QUE EU TE AMO LUA, EU TE AMO D+, SEI QUE ESTA TARDE PARA FALAR ISSO, SEI QUE NÃO TEM COMO VOCÊ ME PERDOAR, MAIS EU SÓ AGRADEÇO, POR UM DIA TER TE CONHECIDO, VOCÊ É A MELHOR COISA QUE ME ACONTECEU, VOCÊ ME ENSINOU O QUE É AMAR, E EU... - Eu ja estava desabando junto a ele. O abracei, forte, bem forte, o apertava mais, me certificando que ele não iria fugir, nunca mais.

///


 Olhava minha sombra na parede, havia acabado a luz e estavamos sozinhos em casa, havia apenas uma vela atras de mim que iluminava a sala, estava sentada no tapete recolhendo as fotos que via com Arthur e as guardei, ele me puxou para seu colo e me beijou, suas mãos me tocavam e eu segurava seu rosto, deslizei minhas mãos para sua nuca, joguei uma perna de cada lado de seu corpo e senti os beijos que ele distribuia em meu pescoço. Foquei na sombra de nossos corpos na parede e sorri, pareciamos um só, era uma imagem perfeita para uma foto, ele parou de me beijar e me olhou, eu o olhei e acariciei seu pescoço, voltei a beija-lo enquanto ele subia minha camiseta devagar, e nos assisti fazendo Amor olhando nossas sombras.


///


4 MESES DEPOIS


- Truco. - Gritei animada.

- Você roubou! - Arthur disse e eu fiz cara de inocente.
- Não roubei não.
- Roubou sim...
- Tenho cara de quem rouba jogo Aguiar?
- Sim Sra. Aguiar!
- Ta...eu roubei. - Tirei a carta de baixo da minha perna e ele riu.
- Vamos pedir comida Italiana. - Me pegou no colo e andou até a sala.
- Mais queremos doce. - Eu disse. - muito doce. - Ele sorriu.
- Vocês vão me dar trabalho. - Ele deu um beijo em minha barriga e eu sorri deitando a cabeça em seu peito!

***


- Você acha que vai demorar muito? - Perguntei olhando no relógio, ja eram quase seis da manhã.

- Calma, jaja aparece. - Esperavamos o sol nascer, estavamos em uma montanha.
- Quero pular de para-quedas.
- Ja pensou se ele não abre? - Riu.
- Credo. Não quero mais pular não.
- Medrosa.
- Olha o sol.

***


 Eu e Arthur assistiamos os filmes que ele gravava de nós dois, lembra quando ele disse que um dia ririamos do passado assistindo esses videos?


***


- Tira a camiseta. - Ele disse, jogavamos poker, ou um jogo quase igual.

- Ja to quase nua e você vestido.
- Você não sabe ganhar. - Ele riu. Ele era estupidamente chato. Ganhei uma partida.
- Pode me dar suas calças Aguiar. - Gargalhei.

***


***


- Sai... - Corriamos na praia, ele estava atras de mim me filmando.

- Corre Lua, corre. - Ele gritava e eu não parava de gargalhar.
- Ah! - Me vi perdendo a força e parando, ele pulou encima de mim.
- Peguei. - Ele filmou meu rosto. - Vejam a presa. - Ri.
- A pior especie. - Fiz uma piadinha comigo mesma e ele riu. - Ja chega dessa camera.
- É, ja chega. - A jogou e me beijou.

***


- Essa foi a ultima?

- Foi sim. - Ele sorriu.

***


(FlashBack Por Arthur)


- Faz 2 meses que estamos juntos, como sempre você vai chegar, jogar a bolsa em mim. Vou resmungar e você vai rir baixo.


 Ela entrou, jogou a bolsa no sofá ouvindo um resmungo e deu um sorriso, Arthur que filmava sorriu.


- E em 2 meses você me prendeu aqui, e me fez te amar loucamente garota. - Sorriu.

- Arthur, filmando de novo? - Chegou apenas com a camiseta dele.
- Sim. Que pernas lindas você tem. - Deu zoom e ela lhe deu um tapa o fazendo rir.
- Vou pra cozinha. - Ela foi.
- Você é perfeita. - Ele disse pra camera - Desculpe por qualquer coisa.

 E finalizou aquele video, o escondendo atras do quadro da sala.


(FlashBack Por Arthur Off)


***


- Vamos mandar o convite de casamento para as meninas. - Eu me levantei e o puxei.

- Certo. - Ri dele, as meninas não o aceitavam ainda, porem, ja viram o verdadeiro Arthur.
- Quero casar antes da barriga crescer, e também sem essa de chá de panela, bebê, ah, essas coisas me estressam, ah, e o... - O olhei. - Esta me ouvindo?
- Sim. - Me olhou. 

 O olhei desconfiada e voltei a andar, ele olhou para o quadro da parede da sala e sorriu, ele era louco as vezes. O que aconteceu em todo esse tempo foi algo inexplicavél, mais tudo que eu tinha a temer se foi agora, e o melhor de tudo é que pra isso não precisei ter que perde-lo para sempre. Essa era minha história de Amor, escrita em linhas tortas.


#TheEnd!


Cap 1-3 "A Princesa Roubada"

Parte 3

Gotas glaciais de chuva batiam no rosto de Thur e adentravam seu casaco. Ele estava com frio, molhado e deveria se sentir miserável.
Em vez disso, ele sorria amplamente, de repente alegre. Até uma hora atrás sua vida se estendia diante dele, como uma extensão infinita sem sentido e fácil. Uma sentença de prisão perpétua de tranquilidade.
Agora, de repente—abençoadamente!—Ele tinha um problema, uma dificuldade, um problema. E ele estava sentado rígida e inflexivelmente em seus braços como um pequeno e molhado pedaço de madeira, os olhos fechados, contraídos com força, segurando sua coxa como se nunca mais fosse soltá-la; o pequeno problema dele.
E Thur achava que assim estava perfeito.

Lua fechou os olhos e se segurou, suportando. Se ela pensasse que este homem tivesse ameaçado seu filho de alguma forma, ela teria lutado, mas ele estava sendo gentil com Nicky, e com ela, admitiu. Além disso, ela não estava em condições de brigar. Ela não sabia aonde ele a estava levando, mas não podia ser pior do que marchar ao longo do topo de um precipício escuro com chuva gelada, sem saber onde se está.
A pior coisa era o cavalo.
Ela abominava cavalos. Ela não tinha montado em um desde que ela tinha seis anos e a mãe dela… Ela se arrepiou, revendo a imagem na mente, vividamente, como se fosse ontem, o coice do cavalo acertando a cabeça da mãe. E o sangue…
Mesmo Rupert não tinha conseguido fazê-la se aproximar de um cavalo novamente.
Mas se fazer isso significava levar Nicky para um lugar quente e seguro o mais rápido possível, bom, ela poderia tolerar qualquer coisa.
“Nicky, você está bem?”, ela perguntou.
“Sim, mamãe”. Ela sentiu o tremular dos dedos pequenos contra a cintura dela e apertou com força a mão do filho, agradecida. A salvação da vida dela.
“O casaco tem várias capas”, Arthur Aguiar disse a ela, a respiração morna contra a orelha dela. “Nicky está morno e seco, então pare de se preocupar com ele. Você, por outro lado, está congelando. Debruce-se contra mim e eu abotoarei o meu casaco até o final. Todos ficaremos mais aquecidos desse modo”.
Mas Lua não conseguia se forçar a se mover. Se ela o fizesse, estava certa de que cairia.
“Não se preocupe, você está segura”, ele disse novamente. O ressoar profundo da voz dele a acalmava, mas mesmo assim ela não conseguia mudar nada de posição. Ela tinha se sentado com a coluna tão reta que mal o tocava, os olhos dela estavam bem fechados, a mão agarrava os dedos de Nicky.
Ele suspirou e a puxou diretamente contra seu peito. “Agora se debruce contra mim enquanto eu faço isso”.
Lua abriu os olhos por um momento breve, então imediatamente os fechou de novo. Ele estava abotoando o casaco. Com ambas as mãos. Ninguém estava segurando as rédeas do cavalo. Ela não conseguia olhar.
“Tudo bem em respirar, sabe”, ele murmurou na orelha dela. “Isso, assim é melhor. Confortável?”.
Confortável? Sobre um cavalo? Ela estremeceu.
“Está grudada no chifre da sela, é?”, ele a ajeitou para que assim ela se sentasse através do colo dele, segurou-a firmemente em um círculo composto por seu braço, seu peito largo e morno, como um casulo dentro de seu casaco.
“Isto é sequestro”, ela murmurou.
“Sim, vergonhosamente, eu sei. Mas o que eu podia fazer? Você estava todos molhados e com frio”.
“Assim como você, agora”, ela assinalou.
“Ah, mas uma miséria compartilhada é uma miséria dividida pela metade. Não que eu me sinta de maneira nenhuma miserável”, ele acrescentou.
Nem Lua. Ela se sentia morna e, estranhamente, quase segura—apesar do fato de estar sobre um cavalo. E forçada a ficar em uma posição íntima com um homem que nunca tinha visto antes.
Era quase… perturbador, a sensação da coxa dele sob o traseiro dela, roçando a cada movimento musculoso e firme do cavalo. E o calor e firmeza do peito dele contra os… seios dela. E os braços dele, circundando o corpo dela, de forma tão quente, forte e íntima.
Mas o corpo grande e forte dele emanava calor e o corpo dela estava frio, muito frio. Gradualmente, quase que contra sua vontade, ela se aconchegou mais junto dele, seu corpo congelado sofregamente se banhando com o calor e a força dele.
A bochecha dela descansando contra o linho fino da camisa dele. Ele cheirava a cavalo, água-de-colônia, couro, fumaça de lenha… e pele de homem…
Ela imaginou poder ouvir a batida do coração dele, fixa, uma batida calmante, tum, tum, tum…
Era estranho, ela pensou; Rupert cheirava a cavalo, água-de-colônia e couro, também, mas era muito diferente.
Pare com isto! Ela disse a si mesma. Pare com essa imaginação estúpida, este desejo estúpido por algo que ela sabia que não poderia ter, que a tinha feito tão infeliz no passado. Ela era mais velha e mais sábia agora. Ela faria sua própria felicidade, não dependeria dos outros—dos homens—para alcançá-la.
Ela estava na Inglaterra e logo ficaria segura com Mel. Essa… debilidade era apenas porque ela estava fria, molhada e cansada. E porque ele era grande, quente e forte.
Isso era um problema. Porque ele era maior e mais forte, e fazia as coisas do seu jeito. Como os homens sempre faziam. Homens nunca escutavam. Lua já estava cansada disso. Quando ela chegasse a Mel, não teria nunca mais que receber ordens de um homem novamente.
“Você está mais aquecida, agora?”, ele disse. Sua voz era profunda e o estrondo reverberou pelo seu peito, contra a bochecha dela.
“Sim”, ela disse, e sua consciência a forçou a acrescentar, “obrigada”.
“Nicky”, ele disse com uma voz mais alta, “Nós iremos mais rápido, então se segure com força”.
Lua ouviu um consentimento abafado de Nicky. Ele não tinha soado preocupado. Entretanto, quando o cavalo alargou seus passos, ela fechou os olhos e se agarrou com bastante força, tentando não imaginar os cascos batendo em sua mente, concentrando-se no homem que a segurava com muita firmeza, embora o resto do mundo estivesse saltando de cima a baixo…

“Então, aqui estamos”, a voz profunda disse em uma orelha dela alguns minutos depois. “Você está acordada?”.
Lua abriu os olhos e o encarou. “Acordada?”, ela exclamou incrédula. “Claro que estou acordada!”.
“Sério?”, ela viu um flash de dentes brancos enquanto ele sorria amplamente. Ela girou a cabeça para ver onde era “aqui”.
Era uma casa sólida, construída de pedra e com três armazéns, com jogo de janelas de trapeira em um telhado de ardósia. Uma única nuvem de fumaça se espiralava preguiçosamente de uma das várias chaminés.
Eles seguiram sob um arco de pedra decorativa em um pátio feito de pedras. Um cachorro preto grande veio correndo latindo mas seus latidos viraram abanadas de rabo de prazer mudo ao reconhecer seu dono.
“Onde nós estamos?”, ela exigiu saber, fria. “Eu pensei que… aqui não é Lulworth”.
“Eu não disse que levaria vocês para Lulworth. É muito longe para ir em uma noite como essa e mesmo Trojan tem seus limites”.
“Então onde—”
“Bem-vindos a minha casa”, ele disse.

Continua...